RAVAGE é o nome do sistema de RPG que estou construindo. Ele tem origem lá entre os anos 1995 e 1998, mais ou menos, quando a vontade de jogar RPG era muito maior que a quantidade de jogos disponíveis em uma cidade do interior. Naquela época, no auge da geração Xerox, a gente fazia o que dava pra jogar alguma coisa. Lembro-me que durante muito tempo joguei AD&D usando apenas as cópias das tabelas importantes do jogo. O resto a gente inventava tudo. RAVAGE veio mais ou menos dessa época, antes do grupo se enveredar por jogos com menos improvisos.
O sistema começou como uma cópia descarada de Aventuras Fantásticas (do Steve Jackson e do Ian Livingstone), chegou a virar algo perto de um D&D (mas só perto, eu tinha acabado de ganhar meu conjunto de dados e queria jogar com eles toda hora) e teve uma pincelada de Trevas, aquela edição em formato revista.
RAVAGE originalmente viu mesa poucas vezes. Com o tempo, nós começamos a jogar os "jogos oficiais" e as improvisações foram ficando para trás até desaparecerem por completo. Muitos anos se passaram, nós trocamos até de século e de repente, RAVAGE veio a mim em uma noite que fiquei sem internet. Eu estava tentando descobrir algo para fazer quando resolvi rascunhar um jogo. Só por nostalgia, dei a ele o nome de RAVAGE. Sabia que a motivação para escrever ia despencar quando a internet voltasse, mas felizmente descobri que não.
Um novo RAVAGE
Diferente de seus antecessores, o RAVAGE atual é um RPG de fantasia sombria (dark fantasy) que se passa no mundo de Argus. Os dois grandes deuses do Firmamento Liomak, o deus da vida e da justiça e Ceifador, o deus da morte e do caos lutaram em uma batalha sem precedentes. O Ceifador mata Liomak, que é derrubado pelo Firmamento em direção à Argus, mais especificamente em direção à cidade de Cathaus.
Com sua queda a centelha divina de Liomak é espalhada por todo Argus, impregnando cada ser vivo, da mais simples grama ao mais complexo dos monstros, permitindo que os seres atingissem o poder de um deus ou alcançasse sua pior maldição.
Essa faísca capaz de grandes mudanças é o RAVAGE.
O jogo foi pensado para funcionar inteiramente com pilhas de d6. Então seus valores vão dizer quantos d6 serão lançados. Resultados 5 e 6 contam como sucessos e resultados 1 deduzem sucessos. Se ainda restarem resultados 1 depois de deduzidos os sucessos, então temos uma falha crítica. Mas se tivermos 4 ou mais resultados 6 então temos um acerto crítico e nesse caso, cada resultado 6 conta sobrado para o total de sucessos obtidos.
Um mundo de novos seres
RAVAGE possui sete espécies jogáveis: os Aberrantes, seres alienígenas que vieram para Argus com a fratura do Firmamento causada pela queda de Liomak. Anões descendentes diretos das rochas, excelentes artífices e defensores. Elfos, cuja pele pode ser tão cinza quanto a fumaça vulcânica ou tão negra quanto a noite. Os elfos são vampiros.
Feéricos, descendentes diretos das fadas, capazes de carregar uma fagulha mágica com eles. Orcs, seres injustiçados que habitam as planícies, movendo sua ferramenta por onde precisar, seja ela um arado ou uma espada. Rasks, ratos humanóides que vivem à margem da sociedade, atuando como mendigos, sacerdotisas ou espiões.
E é claro, humanos. Essa praga existe em todo lugar.
Cada espécie traz um conjunto de poderes e uma grande maldição, que pode ser acionada em determinados momentos, sendo um deles quando esgota o RAVAGE.
Um mundo de novos poderes
Cada personagem possui ao menos um Poder, uma característica que representa treino aprimorado, uma força interna ou envolvimento com o sobrenatural. Os Poderes vêm em níveis, e quanto maior o nível, melhor.
Em RAVAGE magia e psiquismo convivem lado a lado, consumindo Pontos de Vida, Pontos de Fadiga ou Pontos de RAVAGE para serem ativados. A magia em RAVAGE é mais sombria e pesada, enquanto os poderes psiônicos são mais claros, mas menos conhecidos.
E o que esperar do novo RAVAGE?
O RAVAGE vem para ser uma alternativa aos jogos de fantasia sombria, além de trazer uma simplicidade de jogo e curva de aprendizado bem baixa. Existe bastante espaço para improvisação, conversa de Mestre com Jogador e bastante criatividade. Talvez o velho RAVAGE não tenha ido embora afinal...
Nas próximas postagens eu vou falando um pouco mais sobre os elementos do jogo para que vocês o conheça melhor. Quem sabe um dia a gente não vem aqui trocar ideias de aventuras e vocês me contam como tem sido suas mesas de RAVAGE...



Beleza! Vamos jogar!
ResponderExcluirExcelente início!
ResponderExcluirQue RAVAGE chegue logo!